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sábado, 21 de setembro de 2013

Escola que chora



Minhas paredes estão molhadas, as pingueiras dos temporais me adentraram
apareceram-me umas fendas, aquilo que  chamam de rachão, são vários.
Por fora elogiam-me, aparecia impecável, tintas boas, vidros novos, que bela!

Salas espaçosas já fecharam, ouvi-se dizer que oferecem perigo, os quadros mofaram,
outros caíram, espatifados e aglomerados esperam ser removidos dos cantos.
A reforma dos laboratórios tão desejados pelos alunos, nunca termina, só boatos.

Aparelhos da avançada tecnologia não os vejo em funcionamento, até a net deixa a desejar, foi-se a rede. Falta merenda, material pros alunos trabalharem, desse jeito não dar.

Os banheiros aguardam concertos, não tem portas, as torneiras fingem estar ali, só enfeites.
Não dar pra ver um documentário, as tvs, os projetores estão cheios de teias das aranhazinhas, aquela das pernas longas.

Escuta-se que não tem ensinadores, os matriculados frequentadores retornam para seus caminhos de volta. É sempre assim. Por quê? Por quê?

Quando essa triste realidade do meu Brasil vai se findar?
Grande nação, precisa de progresso!

Só lamentos!

(Ramon Alves)





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