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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Terra a vista


Massacraram os nativos, cortaram nossas árvores, exploraram nosso chão. Viram que nessa terra, a do pau-brasil, tinha muito valor. Chicotearam os explorados escravos, bateram em suas faces, viraram-lhes a cara. Sem dó feriram nossas terras, em busca de lucros, não respeitaram nossos limites, tiraram as flechas dos armados indígenas, derrubaram suas ocas, tiraram seu sossego.

Bruscamente, em nome da religião, dominaram, alegaram blasfêmia. Tiraram proveito dos mais fracos,  a sociedade se escondia, com medo dos aterrorizantes lobos.

Não respeitaram essa terra. Comeram do fruto aqui plantado, esperdiçaram e jogaram fora, vendiam nossos tesouros, extrapolaram com a espada. Derramaram sangue inocente.

Implantaram aqui suas monarquias, seus interesses predominaram, suas ordens é a que prevalecia.
Negociaram nossos recursos. Fizeram de tudo para monopolizar. Triste raízes, muitas ficaram até hoje.

Vendem, privatizam nosso patrimônio, pagamos dobrado por isso. Contas de água, energia, telefones, a metade dos gastos é provenientes de impostos para os cofres públicos. Em troca disso, corrupção e desprezo, visto nas filas da saúde, no fraco sistema de ensino que eles oferecem, nas ruas esburacadas, nos péssimos serviços prestados.

Quem manda são os caciques, não os indígenas. Os gigantes admiram essa terra, ficam de olho em nossas exuberantes florestas tropicais,  querem recursos naturais:  petróleo, grandes áreas para suas industrias,       na verdade, o que vale é a moeda, quem tem?


Afinal, a terra é a vista.












(Ramon Alves)

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